terça-feira, 8 de outubro de 2013

Monarquia Absoluta


Consolidada na Europa a partir do século XVI, apesar de ter iniciado a sua implantação no século XIV, a monarquia absoluta manifestou-se sob diversas formas e em diferentes locais. Este princípio pressupunha a concentração de todo e qualquer poder referente ao Estado, inclusivamente o legislativo e o executivo na pessoa do rei ou outro género de governante, sendo-lhe inclusivamente concedido o estatuto divino.
Desta época podem nomear-se alguns monarcas que reinaram segundo este sistema, como os Reis Católicos de Espanha. Estes adotaram este método de governo porque o seu casamento uniu os dois mais extensos reinos ibéricos, o de Navarra e o de Aragão. Decidiram assim terminar com o domínio muçulmano da Península e retirar aos nobres os privilégios excessivos de que eram detentores para consolidar o seu poder. Os seus passos foram seguidos pelo filho, Filipe II, e pelo neto, Carlos V de Áustria e Imperador do Sacro Império Romano-Germânico.
No século XVII intensifica-se o absolutismo do rei, marcando-se a ideia da indigitação divina do cargo, tendo o rei, portanto, apenas de responder pelos seus atos perante Deus. Esta forma de governo pressupôs a criação de um sistema de finanças centralizado e burocraticamente controlado e um exército eficaz e de cariz permanente, para servir o Estado. Surgiram igualmente três princípios essenciais, que visavam a supremacia e supremo poder nacional, nos países com conquistas transoceânicas: a potenciação de produção interna, a solidariedade entre corporações e o Estado e a defesa contra o comércio estrangeiro. Desta época destaca-se o rei Luís XIV, que inclusivamente tinha como divisa pessoal a frase "o Estado sou eu".
No século XVIII culmina o absolutismo no chamado despotismo iluminado, em que o rei deveria proporcionar aos seus súbditos avanços intelectuais, técnicos e económicos e a característica profundamente religiosa até então inerente aos soberanos se atenuou, aproximando-se do conceito de Estado laico.
No final do século XVIII e no século XIX dão-se as grandes revoluções, como a francesa, colocando um ponto final no absolutismo dos governantes, considerado despótico e decadente, e se pretendem instaurar regimes de cariz mais democrático.
Monarquia Absoluta. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Jacques Bossuet, um  dos maiores teóricos do absolutismo
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Luís XIV, Rei de França
 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Thomas Malthus


Economista e demógrafo inglês nascido em 1766 e falecido em 1834. Tornou-se conhecido graças à elaboração de uma teoria segundo a qual o aumento da população devia ser controlado. Esta ideia assentava em duas premissas: por um lado, Malthus advogava que o crescimento da população punha em risco o progresso da Humanidade; por outro, entendia que nunca seria possível produzir elementos em quantidade suficiente para sustentar toda a população. Este pensamento deu origem a uma corrente doutrinária conhecida por malthusianismo. A obra central de Malthus é An Essay on the Principle of Population as it Affects the Future Improvement of Society (1798).
Fontes: Thomas Malthus. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Thomas Malthus

Aumento Demográfico do Século XVIII


Um dos grandes indicadores do desenvolvimento da Europa ao longo do século XVIII é o aumento demográfico aliado às rápidas mudanças no campo social e político, cujas maiores manifestações se enquadram na França e na Inglaterra. De facto, o século XVIII é o século das Revoluções e entre elas é também considerada a "Revolução Demográfica". Salienta-se, no entanto, a dificuldade com que se defronta a historiografia quando se depara com a irremediável carência de dados estatísticos e, mesmo quando existem, é necessário ter em conta a sua fiabilidade. Para além disso, as pesquisas através dos registos paroquiais de nascimentos, óbitos e casamentos nem sempre abrangem a totalidade da população devido às diferentes opções religiosas verificadas nesses territórios, excluindo naturalmente os grupos minoritários. O ato de recensear a população se generalizou a partir do século XIX - os primeiros conhecidos ocorreram na Áustria, em 1695. A partir de 1748, os Suecos foram os primeiros a realizar este tipo de recolha de dados anualmente, tendo em conta o número de casamentos, óbitos e nascimentos. A contagem por cabeça se realizou muito mais tarde, por dificuldades e falta de conhecimentos técnicos. em 1801 é que se realizou o primeiro censo regular na França e na Grã-Bretanha.
Assim, os cálculos oficiais variavam muito. Até 1700 a Europa apresentava-se pouco povoada, pois era raro que os países ultrapassassem os dez milhões de habitantes. Caracterizava-a uma mortalidade elevada, principalmente a infantil (entre 1 e 10 anos), e uma natalidade também elevada. As populações eram atingidas por calamidades frequentes como a peste, a fome e a guerra. O celibato era muito comum, pois era uma forma de evitar a dispersão do património familiar, principalmente entre os membros da nobreza, que enviavam os seus filhos e filhas mais jovens para os conventos. Regra geral, os casamentos eram realizados em idades tardias. O século XVIII foi desigual no crescimento populacional, porque se verificou a ocorrência de alguns períodos de fome e de carência de produtos alimentares nas suas primeiras décadas. A explosão demográfica verificou-se apenas a partir de 1750, mas a tendência para o crescimento se vinha desenhando muito lentamente desde o século XVII, nomeadamente na Alemanha (após a Guerra dos Trinta Anos), em Inglaterra e no País de Gales (a partir dos anos noventa). Segundo George Rudé, a população da Europa teria passado de 100-120 milhões de habitantes em 1700 para 120-140 milhões em 1750, atingindo os 180-190 milhões em 1800. O maior contributo para este aumento vem da Rússia, que triplicou o número de efetivos), da Inglaterra e do País de Gales que passou de cinco para nove milhões de habitantes, da Prússia e do Império dos Habsburgos. Entre os países com um crescimento mais lento salientam-se a Espanha, a França (com aumento de 30 por cento), a Itália (com mais 30 por cento) e Portugal (aumentou em cerca de 50 por cento). A Europa saía do "Ciclo Demográfico Antigo" e entrava no "Ciclo Demográfico Moderno".
A resposta às causas deste enorme crescimento poderá procurar-se em vários fatores, que diferem segundo a opinião dos historiadores que têm tratado este fenómeno. Uma das controvérsias é a atribuição de uma maior importância ao aumento de nascimentos ou à diminuição dos óbitos, dependendo do ponto de vista dos investigadores. Quais seriam então as razões para a ocorrência de uma ou de outra hipótese: a melhoria do nível de vida das populações? O aumento de cuidados higiénicos? A diminuição de doenças, de epidemias, de guerras e de fomes? O matrimónio de pessoas mais jovens e com maiores níveis de fertilidade? A imigração? Ou a uma revolução agrária ou industrial? Consoante o país em análise, deve-se ter em conta a sua própria diversidade. Por isso, uma causa que serve a uma nação não será relevante para outra, dependendo das conjunturas vividas por cada uma delas no período em análise.

É possível que a tendência geral tenha sido uma diminuição da taxa da mortalidade como a que se verificou em Inglaterra, na Suécia e na França. No entanto, na Noruega a manutenção dos mesmos índices de alta mortalidade foi constante e na Europa de Leste os registos revelaram um aumento. No que diz respeito à esperança média de vida, verificaram-se também diferenças quando são comparadas as ocorrências nos vários países, nos diferentes extratos sociais e na população feminina e masculina - se para alguns países a média se situava nos 47,6 (Genebra), noutros era ultrapassada; na Suécia o limite médio de idade para os homens era de 33,7 anos e de 36,6 para as mulheres entre 1750 e 1800. A baixa da taxa de mortalidade poderá ter a ver com uma melhoria geral das condições de vida e com uma franca diminuição de fomes e de epidemias, embora tenham ocorrido surtos esporadicamente (varíola em França, malária em Espanha e tosse convulsa na Suécia). A menor incidência da guerra é também considerada um fator de primeiro plano, pois teve consequências ao nível da diminuição da difusão das epidemias e da frequência de pilhagens que arruinavam a economia dos países envolvidos. As más colheitas do início do século não se verificariam posteriormente, pois houve um melhoramento significativo das condições climatéricas, exceto no contexto da Europa de Leste, onde as fomes ainda provocavam grandes mortandades. Se a melhoria geral da quantidade e qualidade dos géneros alimentares foi importante para o abaixamento da taxa de mortalidade (torna-se comum o uso do milho e da batata e expande-se a produção de gado), foi igualmente significativo o facto de estas populações terem criado maiores resistências às doenças, ligadas quer ao desenvolvimento da agricultura e ao uso de alimentos mais nutritivos, quer à preocupação com a saúde e com a higiene, nomeadamente as novas conceções no que diz respeito aos esgotos, aos enterramentos de cadáveres, aos diagnósticos médicos e à utilização de novos medicamentos. Em traços muito simples a Inglaterra é bem o exemplo do abaixamento da mortalidade a partir de 1740/50, devido à melhoria significativa das condições sanitárias, à diminuição da incidência das pestes e ao aumento de produção. O incremento do nível de vida provocou um aumento da taxa de nupcialidade e da esperança de vida. A impossibilidade de aplicar os mesmos modelos de análise aos diferentes países da Europa é demonstrada pelo caso francês, cujo crescimento não foi tão espetacular como o inglês.
Um olhar sobre o aumento das taxas de natalidade oferece-nos outra perspetiva do crescimento. É considerado para alguns o autêntico motor da evolução, com as conhecidas variações de país para país - se na Finlândia a taxa de natalidade aumentou consideravelmente, na França diminuiu. Também para este fenómeno se avançam algumas teorias: introduziram-se algumas variáveis como a idade dos nubentes, a taxa de matrimónios, a saúde dos casais, a fertilidade, a incidência do celibato, as migrações e a prática de métodos contracetivos. Também neste aspeto se verificaram muitas variantes e diferentes explicações para o aumento ou diminuição das taxas de natalidade: se na França a idade de casamento das mulheres se situava nos 25 anos, na Irlanda casavam muito jovens; em Espanha, o elevado número de clérigos e a distribuição das terras provocou um abaixamento da natalidade; em França procedeu-se a práticas de controlo de natalidade aliadas à crescente perda de e à necessidade de manter coeso o património, não o dispersando por um elevado número de filhos. A migração foi também um fator de peso no aumento ou diminuição da população (ocasionou a libertação de terras cultiváveis quando a viagem se fazia para as colónias ultramarinas).

Não é importante conhecer as causas da Revolução Demográfica mas também as suas consequências. Os contemporâneos como Malthus auguravam em 1798 um futuro negro para a Europa, proveniente do aumento desmesurado da população. A sua preocupação fundamentava-se no pressuposto de que a falta de guerras, de epidemias, de fomes e de um controlo preventivo de nascimentos provocaria um número crescente de bocas para alimentar que rapidamente esgotariam os recursos de cada nação e, consequentemente, chegariam as calamidades. A esta opinião pessimista contrapunha-se outra difundida pelos fisiocratas, que viam no aumento de braços o motor gerador de maior riqueza com o fomento de trabalho nos campos. O aumento de população era assim uma via para a prosperidade dos povos.
Com a evolução dos acontecimentos, a tese de Malthus não foi totalmente verificada (as crises de produção não eram tão frequentes - contam-se as de 1771, 1772, 1786, 1796 e 1797, que provocaram consideráveis taxas de mortalidade), pois o aumento da população andava de braço dado com a prosperidade, dando razão aos fisiocratas, que defenderam um aumento de população.
Fontes: Aumento Demográfico do Século XVIII. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Caricatura de Jenner a administrar a vacina a um grupo de pessoas amedrontadas

 

domingo, 26 de maio de 2013

Rapariga com Brinco de Pérola

O Livro

Rapariga com brinco de Pérola é um livro de Tracy Chevalier, cuja acção decorre na Holanda do século XVII. Griet é filha de um pintor de azulejos protestante de Delft que perdeu a vista num acidente. Para ajudar a sua família, Griet tem de trabalhar como criada numa casa mais acomodada, a do pintor pintor Jan Vermeer. Catharina, a mulher de Vermeer, fica com ciúmes de Griet,  e uma das empregadas da avó começa a vigiar todos os seus movimentos.
Com o passar do tempo, Griet torna-se ajudante de Vermeer, porque a sua organização chama a atenção do pintor. Os métodos utilizados para produzir cores, para além de algumas explicações interessantíssimas acerca da sua utilização nos quadros, são descritos de forma pormenorizada.
Rapariga com Brinco de Pérola pretende apresentar a história por detrás do quadro com o mesmo nome, da autoria do pintor holandês Jan Vermeer, um dos mais importantes dos século XVII. Pouco se sabe sobre a figura presente no quadro, e Tracy Chevalier pega nesta lacuna de informação e cria uma história muito interessante.


O Filme


Girl with a Pearl Earring (Rapariga com Brinco de Pérola) é um filme de 2003 produzido pelo Reino Unido e Luxemburgo, do género drama, realizado por Peter Webber. O guião é uma adaptação feita por Olivia Hetreed do romance com o mesmo nome de Tracy Chevalier. O filme é protagonizado por Colin Firth (Jan Vermeer) e Scarlett Johansson (Griet).

O Pintor

Um dos melhores pintores holandeses do século XVII, Jan Vermeer nasceu em 1632, em Delft, e veio a falecer em 1675. Ficou conhecido pelos quadros em que retratava cenas domésticas, com uma ou duas personagens absorvidas numa actividade quotidiana. A fonte de luz vinha invariavelmente da esquerda e era tratada com uma sensibilidade que emprestava ao objecto mais simples uma qualidade poética única. Associa-se a Vermeer uma tonalidade suave em harmonias subtis de azul, de amarelo nápoles e de cinzento (Rapariga Vazando Leite, 1658), mas uma das suas qualidades mais notáveis, é a faculdade de utilizar cores vivas e luminosas, conservando mesmo assim o aspeto de delicadeza e frescura características de obras como A Rapariga com uma Pérola (1660?) e A Rendilheira (1665). A sua obra foi redescoberta em pleno século XIX e a qualidade do trabalho sobre a luz e a sombra serviu de inspiração a muitos artistas.
Fontes: Jan Vermeer. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
www.estantedelivros.com
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Rapariga com Brinco de Pérola - Jan Vermeer

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Inquisição


A Inquisição, ou Tribunal do Santo Ofício, surgiu na Idade Média, criada pelo papa Gregório IX, no século XIII, como "instituição permanente e universal, confiada a religiosos na dependência direta da Santa Sé". Destinava-se a combater várias heresias que punham em causa a legitimidade tanto do poder eclesiástico como do poder civil. Este tribunal instalou-se na Espanha, Alemanha, França, confiado aos dominicanos ou aos franciscanos.Os suspeitos eram interrogados para se obter a prova de culpa, ou através de testemunhas, cuja identidade era mantida secreta, ou por meio de confissão dos próprios, que podia ser obtida através de torturas. A sentença era dada em sessão solene pública, a que se deu o nome de auto de fé. As sentenças podiam ser morte ou prisão, penitências e apreensão de bens. Na Península Ibérica, a Inquisição vai mais além e vai passar a perseguir os cristãos-novos, os judeus e os protestantes. Passou a ser um instrumento ao serviço do poder instituído e contra qualquer ameaça a esse poder.A Inquisição foi introduzida em Portugal no reinado de D. João III, em 1536, após hesitações da Santa Sé. É que D. Manuel I, em 1515, pedira a instalação da Inquisição. com D. João III e após vários anos de negociações é autorizada a introdução da Inquisição em Portugal, que, como em Espanha, fica sob a alçada do rei. O inquisidor-geral era nomeado pelo papa sob proposta do rei, daí ter sido exercido o cargo por pessoas da família real. O inquisidor-geral nomeava os outros inquisidores. Havia tribunais em Lisboa, Coimbra e Évora.A atuação do tribunal, para além do que se relacionava com a e a prática religiosa, estendeu-se a outras áreas, como censura de livros, adivinhação, feitiçaria, bigamia. A ação de censura aos livros vai ter enorme influência na nossa evolução cultural. Ou seja, a Inquisição, originalmente vocacionada para ter uma ação religiosa, passa a ter influência em quase todos os outros setores: político, cultural e social. O modo de atuação era o mesmo: o suspeito ou acusado enfrentava denúncias de pessoas desconhecidas, ele próprio podia delatar outras pessoas, e essa confissão podia ser obtida por meios de tortura física ou mental. As penas podiam ser, como na Idade Média, de carácter espiritual, de prisão, de vexame público, perda de bens e condenação à morte pelo garrote ou pelo fogo.
A força que a Inquisição tinha gerou vários conflitos, quer com o rei, quer com os Jesuítas, que foram seus oponentes. É que os reis, a troco de elevadas quantias, foram concedendo melhores garantias aos cristãos-novos e judeus, tendo D. João IV decretado a suspensão do confisco de bens. É com D. João V que a Inquisição atinge a sua época áurea, pois a partir daí as críticas à sua ação tornam-se cada vez mais intensas, através de Luís da Cunha, Ribeiro Sanches, Alexandre de Gusmão. Com o Marquês de Pombal, a Inquisição passa a ser igual a qualquer outro tribunal régio, deixando de efetuar a censura da imprensa, ao mesmo tempo que se aboliu a distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Com estas medidas, o Tribunal do Santo Ofício perdia toda a sua importância, até que veio a ser extinto em 1821.  
Inquisição. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Pedro Berruguete -  São Domingos preside a um "Auto de fé" da Inquisição Espanhola
Ficheiro:Pedro Berruguete - Saint Dominic Presiding over an Auto-da-fe (1475).jpg
Francisco Goya - A Inquisição
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terça-feira, 14 de maio de 2013

Catedral de Florença (Duomo)

Construída entre 1296 e 1461, é também conhecida como Duomo. O plano inicial, de raiz gótica, da autoria de Arnolfo de Cambio, incluía a grande cúpula. Apesar dos poucos vestígios góticos, conserva-se a decoração das paredes com mármores incrustados, as fachadas setentrionais e o campanário. O batistério, de desenho românico, é um prisma octogonal com cúpula em pirâmide. O seu revestimento, com placas de mármore, revela uma inspiração clássica. O objetivo da sua construção era ultrapassar, em magnificência, o batistério de Pisa. São vários os artistas de nomeada que participaram nesta grandiosa obra. É o caso de Giotto, nomeado diretor das obras da catedral em 1334, ou de Ghiberti, que ganhou o concurso para as portas de bronze do batistério, com um baixo relevo de inspiração gótica. Também Donatello trabalhou na escultura da catedral, nomeadamente no campanário. Mas o ex-líbris desta obra é a cúpula (1420-1436), da autoria de Brunelleschi , que também riscou a lanterna, concluída na segunda metade do século XV. A cúpula octogonal foi erguida sobre uma rede de nervuras recortadas em oito círculos concêntricos. Esta técnica foi concebida por Brunelleschi para poder elevar a estrutura sem as tradicionais tábuas de madeira, cuja utilização era aqui impossível dado o diâmetro do tambor. A técnica de construção consistiu na utilização de pedra e tijolo, dispostos em espinha de peixe, convergindo para um centro único, obtendo-se uma curvatura em "quinta parte". Deste modo o autor conciliou a técnica gótica de nervuras e as estruturas da arquitetura romana.Juntamente com a Basílica de S. Lourenço e os palácios Pitti, Médici-Riccardi e Uffizi, faz parte do centro histórico de Florença, local classificado Património Mundial pela UNESCO em 1982.
Catedral de Florença. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Fachada da Catedral de Florença
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Procissão no Duomo século XVIII
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Vista lateral do Duomo com a cúpula e aTorre do Sino
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Cúpula da Catedral de Florença
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