domingo, 17 de outubro de 2010

Um dia na corte de Luís XIV

Estava tudo pronto, a toilette e a toalha de rosto estavam escolhidas e eu teria o privilégio de ajudar o rei a vestir-se, assim desloquei-me cedo para o seu quarto.
Por volta das 10:00 horas, finalmente, o rei acordou e eu tive a experiência inesquecível de estar lá a vê-lo acordar e ajudá-lo a vestir-se… Depois de uma hora a arranjar a sua peruca, este estava pronto para um belo dia de descanso.
Já na sala, o rei tinha à sua espera um grande pequeno-almoço, com vários mordomos à sua volta e até músicos. Quando já se tinha alimentado pediu para que lhe pusessem música e assim quebrou aquele silêncio entre ele e os seus criados.
Ia ser um dia calmo sem grandes planos pelo que o rei aproveitou para usar os seus dotes artísticos e retirou-se para um dos jardins do palácio, deixando-se levar pela imaginação, desenhando Apolo. Todos aqueles sons da natureza e o imenso espaço verde, inspiraram o rei. Só o barulho de uma carruagem despertou a atenção de Luís XIV e os seus olhos encantaram-se ao ver uma esplêndida princesa e a partir daí desenrolou-se um pequeno diálogo entre eles. Com tal admiração e encanto por parte do monarca este convidou-a para a acompanhar no seu almoço.
A mesa encontrava-se com mais comida e requinte, toda a sala estava recheada de objectos luxuosos e quadros moldados a ouro dos seus antepassados.
Entretanto estava na hora da cesta como tal a princesa retirou-se deixando o monarca descansar, não sem antes, retirar com a minha ajuda, todas aquelas vestes e a peruca.
Quando se encontrava na solidão do seu quarto, lembrou-se então da princesa e escreveu uma das suas cartas, admitindo o amor que a princesa tinha despertado nele.
Portanto, posso orgulhar-me de ter presenciado um dia tão calmo mas tão marcante, pois o Rei viria a casar-se com a maravilhosa princesa.

Catarina Azevedo
Inês Costa
Roberto Rivelino

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Um dia na Corte de Luís XIV
   Segue-se um relato de um dia passado na Corte do Rei Luís XIV e da Rainha Maria Teresa, que se fez acompanhar de três damas de honra, no meio de tantas, as suas predilectas: Shopie, Louise e Elizabeth.
   Para a Rainha, o dia inicia-se às 8.30h e, a essa hora, as damas de honra tinham já de estar nos seus aposentos com tudo preparado para iniciar a sua rotina. Cada uma tinha uma diferente tarefa: Sophie vertia água para a Rainha lavar as suas mãos e colocava-lhe a camisa; Louise vestia-lhe o saiote e dava-lhe a restante combinação da roupa; Elizabeth tratava do seu cabelo. O vestuário da Rainha dispunha de inúmeras e luxuosas peças de roupa, nunca repetia nada e, com frequência, era renovado e tudo era feito à medida da Rainha, pelo melhor alfaiate da Corte.
   A 1ªetapa da manhã era longa e, depois de terminada, a Rainha descia para tomar o pequeno-almoço. Acompanhada pelas suas damas de honra, a Rainha chegava à requintada sala onde a esperava o Rei para tomarem o pequeno-almoço. Nesse dia, chegou uma carta a convidar os Reis para uma festa que se realizaria nessa mesma noite – por parte dos Reis Vizinhos, cujo motivo da celebração era festejar o 18º aniversário das suas duas filhas e, também, anunciar os seus noivados. Depois de terminado o pequeno-almoço, o Rei preparou-se para a sua habitual tarde passada a caçar juntamente com outros membros da Corte. A Rainha aproveitou a restante manhã para ir a uma aula de dança, ensaiar para as típicas danças principais que abrem os bailes da Corte. Como sempre, acompanhada pelas damas, a Rainha, antes do seu chá das 17.00h, com as suas habituais companheiras, membros da nobreza também, aproveitou para passear os seus jardins de cavalo. Já na hora do chá, comentou-se sobre a festa e sobre quem seriam os possíveis noivos. Pairando ainda a dúvida no ar, chegara a hora de se despedirem e de se prepararem para a festa dessa noite, então a Rainha retirou-se para os seus aposentos para tratar da sua imagem: o seu banho, a escolha do traje, o cabelo… tudo isto com a ajuda das suas damas e com toda a perfeição possível.
   No final do dia, a Rainha estava pronta para seguir viagem, destinada à festa vizinha. O Rei também se encontrava pronto e esperava-a na sala principal. A Rainha desceu e seguiu viagem com o seu Rei. As damas de honra ficaram pelo palácio a preparar tudo para quando a Rainha voltasse.
   Chegaram à festa e, como normal, estava tudo repleto de elegância e membros da Corte. Chegara a hora de anunciar os noivados e uma das noivas tinha desaparecido, chegara a notícia que tinha fugido com um membro do Povo. Começou uma série de comentários e muita agitação por parte de todos os nobres presentes. Porém, anunciou-se o noivado da outra filha presente e a festa ficou por ali.
   Uma noite que acabara mal… e chegou a hora dos Reis partirem para o seu lar. Depois de um longo dia, o Rei e a Rainha retiraram-se, cada um, para os seus aposentos e já as damas estavam prontas para ajudarem a Rainha a deitar-se.
   E foi assim um dia passado na Corte, em especial, com a Rainha.

Andreia, Cristiana e Isabel 11º A

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Le Roi danse


Com base no documento, identifique os elementos estéticos de encenação ou representação do poder.

domingo, 3 de outubro de 2010

Luis XIV«É somente na minha pessoa que reside o poder soberano [...], é somente de mim que os meus tribunais recebem a sua existência e a sua autoridade; a plenitude desta autoridade, que eles não exercem senão em meu nome, permanece sempre em mim, e o seu uso nunca pode ser contra mim voltado; é unicamente a mim que pertence o poder legislativo, sem dependência e sem partilha; é somente por minha autoridade que os funcionários dos meus tribunais procedem, não à formação, mas ao registo, à publicação, à executação da lei, e que lhes é permitido advertir-me o que é o dever de todos os úteis conselheiros; toda a ordem pública emana de mim e os direitos e interesses da Nação, de que se pretende ousar fazer um corpo separado do monarca, estão necessariamente unidos com os meus e repousam inteiramente nas minha mãos.»

Resposta do Rei Luís XIV ao Parlamento de Paris, na sua sessão de 3 de Março de 1766

Com base nos documentos e conhecimentos adquiridos, explique os princípios da doutrina do absolutismo régio.