sábado, 29 de janeiro de 2011

O rapaz do pijama às riscas - The boy in the striped pyjamas

O dia 27  de Janeiro é o dia internacional em memória das vítimas do holocausto, no âmbito da recordação das vítimas do holocausto, a turma A do 11º ano, assistiu ao visionamento da obra cinematográfica «O rapaz do pijama às riscas» do realizador Mark Herman.
Associamos o dia internacional em memória das vítimas do holocausto à realização de um trabalho sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Esta actividade teve como objectivos incrementar os valores da solidariedade e fraternidade; promover o direito a uma vida digna, o respeito pela diversidade e pela dignidade de todas as pessoas; sensibilizar os alunos para o cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos;  desenvolver a consciência cívica e o empenho numa sociedade mais justa, na erradicação de todos os tipos de discriminação e na plena efectivação dos Direitos Humanos como parte integrante da vida de todas as pessoas.
"Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. " (Artigo 1.º - Declaração Universal dos Direitos Humanos).



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Luís XVI

Luís XVI de Bourbon, nascido a 23 de Agosto de 1754 em  Versalhes, executado a 21 de Julho de 1793 em Paris. Era filho do delfim Luís e de Maria Josefa da Saxónia.
Casou aos 16 anos com Maria Antonieta e recebeu a coroa com 20 anos em 1774. Quando subiu ao trono as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Escolheu para seus ministros homens de talento como Turgot e Malesherbes. Convocou os Estados Gerais mas teve de abandonar seus ministros reformistas substituindo-os por Necker, também destituído por pretender reformar a administração local e o sitema fiscal. Ao demitir Necker (1781), o rei perde o apoio daqueles que mantinham esperanças em mudanças vindas de cima.
Os ministros seguintes, Calonne e por fim Brienne, não têm a estatura dos primeiros nem incomodam a corte com os gastos e regalias que a mesma usufruia. No entanto, Luís XVI tomou antes de 1789 medidas humanistas como a abolição da tortura e  a concessão de plenos direitos civis aos protestantes, Também realçou o prestígio externo da França com a ajuda militar aos revolucionários norte-americanos.
Em 1789, com a reunião dos Estados Gerais começa a Revolução Francesa e Luís XVI fica logo ultrapassado pela importância dos eventos.
O rei recusa-se a assinar a Declaração dos Direitos do Homem e demais medidas da Assembleia. Luís XVI tenta fugir é a fuga de Varennes (Junho de 1791), disfarçado de criado de quarto e acompanhado da baronesa de Korff, que mais não era do que a rainha Maria Antonieta, Luís XVI deixou Paris em direcção à fronteira austríaca. Aí esperava convencer o imperador  a intervir em França. Reconhecida e presa em Varennes, a família real foi conduzida, sob pesada escolta a Paris, onde uma multidão silenciosa a aguardava. A Assembleia Constituinte avisara que, "quem aplaudisse o rei  seria espancado, quem o insultasse seria enforcado".
A Assembleia Constituinte dá lugar à Convenção mais radical que julga o cidadão Luís Capeto e condena-o à morte por uma estreita maioria.  Ás 10 horas do dia 21 de Janeiro de 1793, Luís XVI chega à Praça da Revolução (antiga Praça Luís XV) e ouve o veredicto:"Luís Capeto, culpado por conspiração a a liberdade da Nação e por atentados contra a segurança geral do Estado". "Estou inocente", clama por entre o rufar de tambores e é guilhotinado. A 16 de Outubro a rainha tem igual destino.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Maria Antonieta Josefa Joana de Habsburgo-Lorena, nasceu em Viena a 2/11/1755 e morreu em Paris a 16/10/1793, arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França de 1774 até à Revolução Francesa. Maria Antonieta era a filha mais nova do imperador doSacro Império Romano - Germânico. Casou-se em 1770, aos catorze anos de idade, com  Luís Augusto de Bourbon (delfim da França), que, em 1774, tornou-se o rei de França com o nome de Luís XVI.
No início da sua vida em Versalhes, Maria Antonieta dispensou boa parte das damas de companhia, e povoou a corte de gente jovem e elegante. A Rainha adorava organizar corridas de cavalo, e divertia-se em passeios de carruagem.
O que mais fascinava Maria Antonieta, eram as festas das noites parisienses e a sua animação. Frequentava  habitualmente óperas, teatros, e participava em bailes. Luís XVI não se incomodava em deixá-la divertir-se sem ele. Maria Antonieta teve várias amigas, como a princesa de Lamballe e a duquesa de Polignac. Maria Antonieta, também, se interessou pela filosofia política, hitória, e literatura.
Em 1774, com a morte de Luís XV,o seu marido Luís Augusto foi coroado como Luís XVI.
Ao ter sua primeira filha, o rei, deu-lhe de presente o Petit Trianon, um palácio de pequenas dimensões nas imediações de Versalhes existindo neste local uma pequena quinta, onde havia vários animais do campo, uma horta e, obviamente, criados para a manutenção do espaço, Maria Antonieta tornou-se mais simples, porém este tempo de paz veria o fim brevemente, após diversos escândalos do interior do palácio e de um Inverno rigoroso, que  conduziu a uma situação agrícola  desastrosa e levou a uma autêntica mortandade, devido à escassez de alimentos e ao frio. Estava prestes a começar o declínio de Maria Antonieta.
Em  1789, a família real foi detida no palácio de Versalhes e levada pelos revolucionários para o Palácio das Tulherias. Ficou aí detida com seu marido e filhos, até que, em 1792, com o auxílio do conde Axel Fersen, foi tentada uma fuga, mas foram reconhecidos e detidos quando passavam em Varennes.
Durante o processo de  acusação de Luis XVI o mesmo foi condenado à morte e guilhotinado em Janeiro de 1793 . Depois da execução de Luís XVI, Maria Antonieta foi condenada à morte por traição, morrendo na guilhotina 16/10/1793.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sequência Marie Antoinette - I

Thomas Jefferson

Thomas Jefferson - Declaração de Independência

Thomas Jefferson  foi o terceiro presidente dos E.U.A. (1801-1809), e o principal autor da declaração de independência (1776) daquele país. Jefferson foi um dos mais influentes  "Pais Fundadores" da nação, conhecido pela sua promoção dos ideais do republicanismo nos E.U.A.
Foi o principal autor da Declaração de Independência Americana, e uma fonte de muitas outras contribuições para a cultura americana. A lista de sucessos da sua presidência inclui a compra da Louisiana e a expedição de Lewis e Clark.

A Declaração de Independência



Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário a um povo dissolver os laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno para com as opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.
Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade. Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos há muito tempo por motivos leves e passageiros; e, assim sendo, toda experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os males são suportáveis, do que a se desagravar, abolindo as formas a que se acostumaram. Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objecto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos Guardiães para sua futura segurança. Tal tem sido o sofrimento paciente destas colónias e tal agora a necessidade que as força a alterar os sistemas anteriores de governo. A história do actual Rei da Grã-Bretanha compõe-se de repetidas injúrias e usurpações, tendo todos por objectivo directo o estabelecimento da tirania absoluta sobre estes Estados. Para prová-lo, permitam-nos submeter os factos a um mundo cândido.
Recusou assentimento a leis das mais salutares e necessárias ao bem público.
Proibiu aos governadores a promulgação de leis de importância imediata e urgente, a menos que a aplicação fosse suspensa até que se obtivesse o seu assentimento, e , uma vez suspensas, deixou inteiramente de dispensar-lhes atenção.
Recusou promulgar outras leis para o bem-estar de grandes distritos de povo, a menos que abandonassem o direito de representação no legislativo, direito inestimável para eles e temível apenas para os tiranos.
Convocou os corpos legislativos a lugares não usuais, sem conforto e distantes dos locais em que se encontram os arquivos públicos, com o único fito de arrancar-lhes, pela fadiga, o assentimento às medidas que lhe conviessem.
Dissolveu Câmaras de Representantes repetidamente porque se opunham com máscula firmeza às invasões dos direitos do povo.
Recusou por muito tempo, depois de tais dissoluções, fazer com que outros fossem eleitos; em virtude do que os poderes legislativos incapazes de aniquilação voltaram ao povo em geral para que os exercesse; ficando durante esse tempo o Estado exposto a todos os perigos de invasão externa ou convulsão interna.
Procurou impedir o povoamento destes estados, obstruindo para esse fim as leis de naturalização de estrangeiros, recusando promulgar outras que animassem as migrações para cá e complicando as condições para novas apropriações de terras.
Dificultou a administração da justiça pela recusa de assentimento a leis que estabeleciam poderes judiciários.
Tornou os juízes dependentes apenas da vontade dele para gozo do cargo e valor e pagamento dos respectivos salários.
Criou uma multidão de novos cargos e para eles enviou enxames de funcionários para perseguir o povo e devorar-nos a substância.
Manteve entre nós, em tempo de paz, exércitos permanentes sem o consentimento dos nossos corpos legislativos.
Tentou tornar o militar independente do poder civil e a ele superior.
Combinou com outros sujeitar-nos a uma jurisdição estranha à nossa Constituição e não reconhecida pelas nossas leis, dando assentimento aos seus actos de pretensa legislação: 
para aquartelar grandes corpos de tropas entre nós; 
para protegê-las por meio de julgamentos simulados, de punição por assassinatos que viessem a cometer contra os habitantes destes estados; 
para fazer cessar o nosso comércio com todas as partes do mundo; 
por lançar impostos sem nosso consentimento; 
por privar-nos, em muitos casos, dos benefícios do julgamento pelo júri;  
por transportar-nos por mar para julgamento por pretensas ofensas; 
por abolir o sistema livre de leis inglesas em província vizinha, aí estabelecendo governo arbitrário e ampliando-lhe os limites, de sorte a torná-lo, de imediato, exemplo e instrumento apropriado para a introdução do mesmo domínio absoluto nestas colónias; 
por tirar-nos nossas cartas, abolindo as nossas leis mais valiosas e alterando fundamentalmente a forma do nosso governo; 
por suspender os nossos corpos legislativos, declarando-se investido do poder de legislar para nós em todos e quaisquer casos.
Abdicou do governo aqui por declarar-nos fora de sua protecção e fazendo-nos guerra.
Saqueou os nossos mares, devastou as nossas costas, incendiou as nossas cidades e destruiu a vida do nosso povo.
Está, agora mesmo, a transportar grandes exércitos de mercenários estrangeiros para completar a obra de morte, desolação e tirania, já iniciada em circunstâncias de crueldade e perfídia raramente igualadas nas idades mais bárbaras e totalmente indignas do chefe de uma nação civilizada.
Obrigou os nossos concidadãos aprisionados no mar alto a tomarem armas contra a própria pátria, para que se tornassem algozes dos amigos e irmãos ou para que caíssem em suas mãos.
Provocou insurreições internas entre nós e procurou trazer contra os habitantes das fronteiras os índios selvagens e impiedosos, cuja regra sabida de guerra é a destruição sem distinção de idade, sexo e condições.
Em cada fase dessas opressões solicitamos reparação nos termos mais humildes; responderam a nossas petições apenas com repetido agravo. Um príncipe cujo carácter se assinala deste modo por todos os actos capazes de definir um tirano não está em condições de governar um povo livre.
Tão-pouco deixamos de chamar a atenção de nossos irmãos britânicos. De tempos em tempos, os advertimos sobre as tentativas do Legislativo deles de estender sobre nós uma jurisdição insustentável. Lembramos-lhes das circunstâncias de nossa migração e estabelecimento aqui. Apelamos para a justiça natural e para a magnanimidade, e  conjuramo-los, pelos laços de nosso parentesco comum, a repudiarem essas usurpações que interromperiam, inevitavelmente, nossas ligações e a nossa correspondência. Permaneceram também surdos à voz da justiça e da consanguinidade. Temos, portanto de aceitar a necessidade de denunciar nossa separação e considerá-los, como consideramos o restante dos homens, inimigos na guerra e amigos na paz.
Nós, por conseguinte, representantes dos Estados Unidos da América, reunidos em Congresso Geral, apelando para o Juiz Supremo do mundo pela rectidão das nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo destas colónias, publicamos e declaramos solenemente: que estas colónias unidas são e de direito têm de ser Estados livres e independentes; que estão desobrigados de qualquer vassalagem para com a Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; e que, como Estados livres e independentes, têm inteiro poder para declarar a guerra, concluir a paz, contrair alianças, estabelecer comércio e praticar todos os actos e acções a que têm direito os estados independentes. E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na protecção da Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas fortunas e nossa sagrada honra.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A festa do Chá de Boston - Boston Tea Party



Há mais de 250 anos, várias regiões do nordeste da América do Norte ainda eram dominadas pela Inglaterra. Os imigrantes das colónias gozavam de poucos direitos e o produto do seu trabalho servia para um único objectivo: enriquecer a metrópole. A Inglaterra cobrava impostos nas colónias sobre produtos como chá, açúcar, vinho, papel e tinta.
Os colonos começaram então a exigir a extinção dos impostos, enquanto não pudessem ter os seus representantes a participar nas decisões governamentais.

Os imigrantes passaram a evitar até mesmo o consumo do chá e do açúcar vindos da Inglaterra. O comércio era dominado em grande parte pelos traficantes, que obviamente não cobravam impostos. O governo inglês, por sua vez, forçado a reagir rapidamente, decidiu em 1770 extinguir todas as taxas especiais cobradas das colónias americanas. Restaram apenas os impostos sobre o chá inglês.
Principal produto de consumo da sociedade norte-americana da época, o chá era apreciado não só pela elite, mas por todas as camadas da população. Exactamente por isso, a insistência da metrópole no imposto sobre o chá causou grande irritação entre os colonos. Essa irritação cresceu ainda mais quando o governo inglês, em maio de 1773, deu à Companhia da Índia Oriental (East India Company) a permissão de vender a sua produção de chá em condições especiais à colónia.

Enquanto os navios da companhia aportavam em Nova Iorque, Filadélfia, Charleston e Boston, os comerciantes locais organizavam movimentos de resistência. Em duas cidades, os navios foram obrigados a retornar ao destino de origem. Apenas em Boston, o governador conseguiu fazer com que o chá fosse desembarcado. Na noite do dia 16 de dezembro de 1773, cinco mil pessoas reuniram-se na cidade para protestar contra a decisão oficial.

O acontecimento ficou conhecido em todo o país sob o nome de Boston Tea Party (Festa do Chá de Boston).Um grupo de 50 a 100 homens, mascarados de índios, foram até o porto de Boston, esvaziaram os navios e atiraram cerca de 45 toneladas de chá ao mar. Os homens que lançaram o chá ao mar foram imitados em várias outras cidades do país e acabaram por ficar conhecidos como os primeiros heróis do movimento pela independência dos Estados Unidos.
Após o ocorrido, o governo inglês puniu severamente os habitantes de Boston, fechando o porto da cidade e delegando aos militares o direito de ocupar casas de civis. O movimento pela independência não se deixou, no entanto, abater por tais medidas. Três anos depois da "Festa do Chá de Boston", 13 colónias fundavam os Estados Unidos da América.
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