quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Luís XVI

Luís XVI de Bourbon, nascido a 23 de Agosto de 1754 em  Versalhes, executado a 21 de Julho de 1793 em Paris. Era filho do delfim Luís e de Maria Josefa da Saxónia.
Casou aos 16 anos com Maria Antonieta e recebeu a coroa com 20 anos em 1774. Quando subiu ao trono as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Escolheu para seus ministros homens de talento como Turgot e Malesherbes. Convocou os Estados Gerais mas teve de abandonar seus ministros reformistas substituindo-os por Necker, também destituído por pretender reformar a administração local e o sitema fiscal. Ao demitir Necker (1781), o rei perde o apoio daqueles que mantinham esperanças em mudanças vindas de cima.
Os ministros seguintes, Calonne e por fim Brienne, não têm a estatura dos primeiros nem incomodam a corte com os gastos e regalias que a mesma usufruia. No entanto, Luís XVI tomou antes de 1789 medidas humanistas como a abolição da tortura e  a concessão de plenos direitos civis aos protestantes, Também realçou o prestígio externo da França com a ajuda militar aos revolucionários norte-americanos.
Em 1789, com a reunião dos Estados Gerais começa a Revolução Francesa e Luís XVI fica logo ultrapassado pela importância dos eventos.
O rei recusa-se a assinar a Declaração dos Direitos do Homem e demais medidas da Assembleia. Luís XVI tenta fugir é a fuga de Varennes (Junho de 1791), disfarçado de criado de quarto e acompanhado da baronesa de Korff, que mais não era do que a rainha Maria Antonieta, Luís XVI deixou Paris em direcção à fronteira austríaca. Aí esperava convencer o imperador  a intervir em França. Reconhecida e presa em Varennes, a família real foi conduzida, sob pesada escolta a Paris, onde uma multidão silenciosa a aguardava. A Assembleia Constituinte avisara que, "quem aplaudisse o rei  seria espancado, quem o insultasse seria enforcado".
A Assembleia Constituinte dá lugar à Convenção mais radical que julga o cidadão Luís Capeto e condena-o à morte por uma estreita maioria.  Ás 10 horas do dia 21 de Janeiro de 1793, Luís XVI chega à Praça da Revolução (antiga Praça Luís XV) e ouve o veredicto:"Luís Capeto, culpado por conspiração a a liberdade da Nação e por atentados contra a segurança geral do Estado". "Estou inocente", clama por entre o rufar de tambores e é guilhotinado. A 16 de Outubro a rainha tem igual destino.

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