segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

D. João VI

D. João VI nasceu em Lisboa, a 13 de Maio de  1767, recebendo o nome de João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael, e faleceu no Palácio da Bemposta, na mesma cidade, a 10 de Março de 1826, estando sepultado no Mosteiro de São Vicente de Fora.
Casou em 1785 com D. Carlota Joaquina, que nasceu em Aranjuez, a 25 de Abril de1775, e faleceu no Palácio de Queluz, a 7 de Dezembro de 1830, estando sepultada no mesmo Panteão. Era filha de Carlos IV, rei de Espanha, e de Maria Luísa Teresa de Parma.
Tornou-se herdeiro do trono por morte de seu irmão D. José, em 1788. Embora já estivesse à frente dos negócios do reino desde 1792, altura em que se começou a manifestar a doença da D. Maria, só assumiu a regência em 1799.
Em 1807 embarcou para o Brasil. D. Maria morreu em 1816 e D. João VI foi aclamado rei. Em 1820 deu-se a revolução liberal e o monarca regressou a Lisboa em 1821, onde jurou a Constituição liberal. Em 1822, por iniciativa de D. Pedro, filho do soberano e defensor do liberalismo, foi proclamada a independência do Brasil. Com o objectivo de abolir a Constituição liberal, o infante D. Miguel, defensor do absolutismo, vai promover movimentos militares como a Vila-Francada (Maio de 1823) e a Abrilada (Abril de 1824), no último dos quais foi derrotado e expatriado. A sua posição não era partilhada pelo rei, que sempre procurou soluções conciliatórias com os liberais.
D. João VI faleceu em 1826, após o anúncio da sua morte, D. Pedro foi reconhecido pelo governo vigente como rei de Portugal, designando-se D. Pedro IV.
O reinado  de D. João VI decorre numa época de grandes mudanças mundiais e em Portugal: a Revolução Francesa e a consequente guerra europeia, o Bloqueio Continental, as invasões francesas, a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808 - 1821) e a independência do Brasil.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

D. Pedro IV

Dom Pedro IV de Portugal, I do Brasil   - Rei de Portugal  e imperador do Brasil - nasceu em Lisboa no dia 12 de Outubro de 1798. Herdeiro da coroa portuguesa em 1801, era filho de D.João VI e de D. Carlota Joaquina. Foi para o Brasil com 9 anos de idade. Isso ocorreu em 1808, aquando das invasões francesas a  Portugal.
Em Março de 1816, com a elevação de seu pai a rei de Portugal, recebeu o título de príncipe real e herdeiro do trono. No mesmo ano casou-se com Carolina Josefa Leopoldina, arquiduquesa da Áustria.
A família real retornou à Europa a 26 de Abril de 1821, ficando D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil. A corte decretou então que o Príncipe retornasse a Portugal. Esta decisão provocou um grande desagrado popular e D. Pedro resolveu permanecer no Brasil. Isso desagradou às Cortes que suspenderam o pagamento dos seus rendimentos. Mesmo assim resistiu, naquele que ficou conhecido como o "Dia do Fico" (09/01/1822).
A 7 de setembro de 1822, junto ao rio Ipiranga, o herdeiro de D. João VI resolveu romper definitivamente contra a autoridade paterna e declarou a independência do Império do Brasil, rompendo os últimos vínculos entre Brasil e Portugal.
De volta ao Rio de Janeiro, foi proclamado, sagrado e coroado imperador e defensor perpétuo do Brasil. Com a morte de D. João VI, decidiu contrariar as restrições da constituição brasileira, que ele próprio aprovara, e assumir como herdeiro do trono português, o poder em Lisboa como Pedro IV, 27º rei de Portugal.
Foi a Portugal e, constitucionalmente não podendo ficar com as duas coroas, instalou no trono a filha primogénita, Maria da Glória - então com sete anos - como Maria II, e nomeou regente o seu irmão, Dom Miguel. 
Entretanto, Dom Miguel usurpa o trono e D. Pedro trava com o seu irmão uma guerra civil que durou mais de dois anos. D.Pedro criou uma força expedicionária nos Açores (1832), invadiu Portugal, derrotou o irmão usurpador e restaurou o absolutismo.
No entanto, voltara tuberculoso da campanha e morreu no palácio de Queluz, na mesma sala onde nascera, com apenas 36 anos de idade, em 24 de setembro de 1834. 
 O nome de baptismo de Dom Pedro I é : Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon".





A revolução liberal e a independência do brasil

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Congresso de Viena

Após o fim da época napoleónica, que provocou mudanças políticas e económicas em toda a Europa, os países vencedores (Áustria, Rússia, Prússia e Inglaterra) sentiram a necessidade de realizar um tratado para restabelecer a paz e a estabilidade política na Europa, já que momentos de instabilidade eram vividos.
O Congresso de Viena foi uma conferência entre as potência vencedoras da batalha contra o Império de Napoleão, que decorreu entre 1 de Outubro de 1814 e 9 de Junho de 1815. Os objectivos desses países eram redesenhar o mapa político europeu, restabelecer a ordem na França permitindo desta forma garantir a paz na Europa.
Foi assegurado que a França deveria pagar uma indemnização de guerra (700 milhões) e formar um novo governo conservador, dominado pelo clero e pela nobreza. Fragmentaram-se arbitrariamente a Alemanha e a Itália. A Rússia, a Áustria e a Prússia, baluartes do absolutismo, engrandeceram com a aquisição de novos territórios, numa manifestação de claro desrespeito para com os Polacos, Belgas, Italianos, Alemães. As consequências do Congresso de Viena foram: vantagens políticas para os países dominantes, redefinição das fronteiras políticas europeias e relativa paz no contexto da época.