sábado, 23 de abril de 2011

Os Ovos Fabergé

Os Ovos Fabergé são obras-primas da joalharia realizadas por Peter Carl Fabergé e os seus assistentes no período de 1885 a 1917 para os czares da Rússia.Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas encomendados e oferecidos na  Páscoa entre os membros da família imperial russa. 
A Páscoa é a mais importante festa do calendário da  Igreja Ortodoxa Russa – a tradição “pede” troca de ovos de galinha decorados (como símbolo de esperança e vida renovada) e três beijos na comemoração. 
Foi na Páscoa de 1885 que o czar Alexander III resolveu inovar. Ele encomendou a Fabergé, joalheiro oficial da corte imperial russa desde 1882, o presente para sua esposa, a czarina Maria Feodorovna.
A partir de então, Fabergé passou a receber a encomenda de um novo presente a cada ano, com a condição de que a peça fosse única e contivesse, no seu interior, uma surpresa inesquecível para a Imperatriz.
Com grande criatividade e talento técnico, Fabergé anualmente superava o desafio, buscando inspiração em factos da vida do casal imperial. Os motivos tornaram-se temáticos: cenas da história da Rússia, a inauguração da estrada de ferro que ligava Moscovo à Sibéria e actos de bravura dos militares.
Assim que um tema era escolhido, uma equipa de artesãos - dentre os quais Michael Perkhin, Henrik Wigström e Erik August Kollin - começava a trabalhar no projecto. Dezenas de clientes particulares apareceram com fama despertada pelos ovos imperiais.
Dos 65 ovos Fabergé grandes conhecidos, existem apenas 57. Dez dos Ovos Imperiais de Páscoa estão expostos no Palácio do Arsenal do Kremlin, em Moscovo.
Após a Revolução de 1917, a ‘’Casa Fabergé’’ foi nacionalizada pelos bolcheviques e a família Fabergé fugiu para a  Suiça onde Peter Carl Fabergé faleceu em 1920. Todos os palácios dos Romanov foram saqueados e os seus tesouros foram removidos por ordem de  Lenine e levados para o Palácio do Arsenal do Kremlin.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Romantismo na Música

A Era Romântica é um período da história da música que se convenciona classificar entre 1815 até o início do  século XX. Designa ainda qualquer música escrita durante esse período e que se enquadra dentro das normas estéticas do Período Romântico. Foi precedida pelo  classicismo e sucedido pelas tendências modernistas.
A época do romantismo musical coincide com o romantismo na Literatura, Filosofia e Artes Plásticas. A ideia geral do romantismo é que certas realidades só poderiam ser captadas através da emoção, do sentimento e da intuição. Por essa razão, a música romântica é caracterizada pela maior flexibilidade das formas musicais e procurando focar mais o sentimento transmitido pela música do que propriamente a estética, ao contrário do Classicismo.
Entre os principais autores românticos destacam-se Beethoven, Chopin, Franz Liszt e Richard Wagner. Apoiando-se em temas de grandes criadores literários, como Shakespeare, Walter Scott, Victor Hugo, Byron ou mesmo a Antiguidade Clássica, desenvolve-se a Grande Ópera. São românticos alguns dos expoentes do género: Rossini, Berlioz, Puccini além de Verdi e Wagner.



Sonho  de Amor - Franz Liszt