quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nicolau II da Rússia

Último monarca da longa dinastia dos Romanov e derradeiro czar da Rússia, Nicolau II ascendeu ao trono em 1894, com 26 anos, sucedendo a Alexandre III.
Pautou-se por uma política absolutista, por vezes mesmo cruel, o que leva muitos historiadores a considerá-lo um monarca a quem faltava sentido político. Os desastres na guerra contra o Japão (1904-1905) suscitaram o descontentamento, que se viria a alastrar com a entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial. O país encontrava-se fortemente marcado pelas desigualdades, causadoras de grande revolta nas classes operárias, já fortemente influenciadas pelas ideias comunistas, que faziam greves incontroláveis.
A situação, de facto, era propícia a uma mudança radical. Em fevereiro de 1917, dava-se a Revolução Russa. Os revolucionários responsabilizaram o monarca pela repressão das manifestações populares, e a 3 de março de 1917 Nicolau II viu-se forçado a abdicar do trono. Era, aliás, uma decisão apoiada pela Alemanha, que desejava ver a Rússia fora do palco da guerra.
Juntamente com a czarina, os filhos e os servidores pessoais, Nicolau II foi assassinado pelos bolcheviques no período da guerra civil, em 1918. Durante muitos anos, circularam lendas que evocavam a sobrevivência de alguns membros da família. Foi preciso esperar pela década de 90 para que os cientistas provassem, através de análises ao ADN, que os restos descobertos do czar e da sua família lhes pertenciam efetivamente, e que ninguém sobrevivera.

Nicolau II. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-05-19].


Nicolau II da Rússia

Guilherme II da Prússia

Guilherme II é filho do imperador Frederico III e neto de Guilherme I. Foi rei da Prússia e imperador da Alemanha de 1888 a 1918. Era um militarista entusiasta, com um conhecimento profundo dos problemas sociais, filosóficos e religiosos. Dado que não concordava com a política estrangeira de Bismarck, demite-o e substitui-o por Capuivi (1890), dando assim início ao "novo rumo", que propunha dar à Alemanha o almejado prestígio mundial. Guilherme II preconizava a política internacional como missão, a criação de uma grande potência como objetivo e a construção de uma poderosa esquadra como instrumento.
As indústrias químicas, metalúrgicas e carboníferas aperfeiçoam-se e tornam-se as primeiras do mundo. Durante algum tempo, a paz interna é abalada pelas lutas sociais e os conflitos provocados pelas minorias étnicas. Entre 1890 e 1896, as relações com Inglaterra são tensas devido às ambições coloniais do imperador em África, tentando uma aproximação com a França (1904) e com a Rússia (1905), mas esta tentativa não foi em vão. Como forma de se prevenirem do poderio alemão, a Grã-Bretanha, a França e a Rússia fazem um acordo (1907) de mútua defesa em caso de guerra (Tríplice Entendimento). Como resposta a este acordo, Guilherme II faz um acordo semelhante com o império austro-húngaro e Itália (1912), aumentando assim o poderio do exército e da marinha. Em 1914, põe-se ao lado dos austro-húngaros na contenda com a Sérvia, e declara guerra à Rússia e à França. começa assim a Primeira Guerra Mundial. Guilherme II, após a derrota e revolta do seu exército, refugia-se em Doorn, mas não abdica do trono.

Guilherme II da Prússia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. 
 
 

Francisco José I da Áustria

Imperador da Áustria de 1848 a 1916 e rei da Hungria entre 1867 e 1916. Neto do imperador Francisco I da Áustria (ou Francisco II, último imperador do Sacro-Império Romano-Germânico, entre 1792 e 1806), era filho do arquiduque Francisco Carlos, segundo filho de Francisco I da Áustria e irmão do sucessor deste, Fernando I (1835-1848), o qual sofria de problemas mentais e abdicou a favor do sobrinho em 1848. Nasceu Francisco José I em Viena, a 18 de agosto de 1830, no palácio de Schönbrunn. Adotou um estilo de vida austero, apesar do luxo do palácio Schönbrunn, embora mantivesse na corte um ambiente fausto de uma etiqueta estrita e de grandiosas cerimónias. Não possuindo a envergadura de um homem de Estado, demonstrou parcialidade na sua governação do império.
Em 1849 restabeleceu a dominação austríaca na Lombardia e na Hungria, beneficiando do apoio da Rússia. Tentou reorganizar o seu império sob o sistema do federalismo. Aliou-se à Alemanha na guerra dos Schleswig-Holstein e Duchés (1863-1865). O triunfo da Prússia (1866) eliminou definitivamente os Habsburgos da política alemã e obrigou Francisco José a fazer concessões substanciais à Hungria. Em 1867 o império ficou sob o regime dualista, no qual a Hungria era reconhecida como Estado igual ao da Áustria, unidos sob o mesmo monarca.
O esforço de manter unido o império refletiu-se nos acontecimentos familiares: a execução do seu irmão Maximiliano no México (1867); a morte em circunstâncias mal conhecidas do seu único filho, o arquiduque Rodolfo, herdeiro do trono (1889); o assassinato da sua mulher, a imperatriz Isabel (a famosa e trágica Sissi) por um anarquista em Genebra (1898) e o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, seu sobrinho e herdeiro, por um sérvio quando visitava Sarajevo. Este último acontecimento viria a desencadear a Primeira Grande Guerra.
Francisco José, último grande monarca da grande família aristocrática germânica dos Habsburgos, morreu em Viena a 21 de novembro de 1916, dois anos depois de o seu império entrar em derrocada total, no decurso da Primeira Guerra Mundial.
Francisco José I. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. 
 
 
Francisco José I em 1853
 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Os vídeos que estão na ordem do dia

O que os Finlandeses precisam de saber acerca de Portugal
O que os Portugueses precisam de saber acerca da Finlândia


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Indicadores de Aprendizagem

  1. Caracterizar a expansão da Revolução Industrial.
  2. Descrever a geografia da industrialização.
  3. Caracterizar as debilidades do livre - cambismo.
  4. Explicar os motivos da explosão populacional.
  5. Descrever os moldes em que aconteceu a expansão urbana.
  6. Demonstrar a unidade e diversidade da sociedade oitocentista.