segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A Batalha de Maratona


Atenas foi uma das mais importantes cidades-Estado da Grécia Antiga. Fundada pelos jónios, localizava-se na Ática, região difícil para a agricultura que, no entanto, contava com excelentes portos naturais no litoral do mar Egeu, o que levou os atenienses a desenvolver o comércio marítimo e a fundar diversas colónias, sendo as mais prósperas as cidades jónias na Anatólia, na Ásia Menor (actual Turquia).
Essas colónias gregas desenvolveram-se rapidamente e, gozando de ampla liberdade entre os reinos do Oriente Médio, garantiram o comércio helénico na região. Entretanto, em 546 a.C., Ciro, o Grande, rei da Pérsia, subjugou as cidades jónias, obrigando-as a pagar tributos e a servir nas fileiras militares persas. Nesse primeiro momento, somente a ilha de Samos tentou resistir, mas como não recebeu apoio das pólis gregas, acabou sucumbindo.
Em 496 a.C. os jónios rebelaram-se e, dessa vez, Erétria e Atenas foram em socorro das cidades da Anatólia. De início, os gregos obtiveram algumas vitórias, mas foram derrotados na batalha de Lade (494 a.C.), travada perto de Mileto, a mais poderosa cidade jónia, que foi incendiada e teve os habitantes transferidos para o sul da Mesopotâmia.
O herdeiro de Ciro, Dário I inicia a expansão persa sobre o território grego na Europa. Em 492 a.C. mandou um grande contingente militar, sob comando de Mardónio, conquistar a Trácia e a Macedónia, chegando até a fronteira com a Grécia. Dário, então, enviou mensageiros às cidades gregas, exigindo a rendição, no que foi atendido por várias delas, principalmente as que se localizavam na região da Tessália. Atenas e Esparta, entre outras pólis, não aceitaram render-se.
Em 490 a.C., Dário I, comandando aproximadamente 50 mil homens e com uma poderosa marinha de guerra, desembarcou na planície de Maratona, que fica a menos de 50 km de Atenas, a fim de reprimir os atenienses pelo auxílio dado durante a rebelião das cidades na Anatólia.
Milcíades, general ateniense, enviou um pedido de ajuda aos espartanos, mas esses responderam que só poderiam enviar as suas tropas dali a seis dias, pois estavam a realizar celebrações religiosas. Milcíades, que já tinha sido governante de uma cidade na Trácia e conhecia as tácticas de guerra dos persas, resolveu marchar imediatamente para Maratona e enfrentar os invasores.
A batalha de Maratona ocorreu em Setembro de 490 a.C.. Os atenienses iniciaram a ofensiva contra os persas. Numa planície apertada entre o mar e as montanhas, um contingente de no máximo 15 mil gregos avançou contra os persas. Heródoto conta que os súbditos persas ao verem os gregos aproximando-se velozmente, sem o auxílio nem de cavalaria, nem de arqueiros, acreditaram que estavam diante de um exército irracional, e muitos fugiram do combate.
Tamanha foi a violência dos gregos que os persas tiveram que recuar para seus navios. Milcíades mandou o corredor Fidípedes até Atenas para avisar sobre a vitória, enquanto marchava com suas tropas até o porto de Falero, para impedir uma nova tentativa de desembarque de Dário. Fidípedes teria corrido tanto e tão rápido até Atenas, que assim que cumpriu sua missão, caiu morto de exaustão.
O exército dos persas voltou para o Oriente. Durante 10 anos o Império Persa ocupou-se com outras questões: conquista de outros povos, submissão de rebeliões dentro do império, problemas nas sucessões dinásticas, dando tempo para que os gregos se reorganizassem para um futuro, e iminente, novo combate.
Fontes: UOL Educação
           Wikipedia
 
Ficheiro:Battle of Marathon 001.jpg

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