segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Concurso de Blogues

O Aventar organiza pela segunda vez um concurso de blogues com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa de língua portuguesa e demonstrando a sua diversidade.
Encontra-se a decorrer a segunda fase de votações, constituída pelos 5 blogues mais votados de cada categoria.
Cada leitor pode votar em todas as categorias a concurso, em cada categoria uma vez a cada 24 horas.
O Estórias da História encontra-se a votação na categoria História. Para votar clique AQUI
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Apogeu de Bizâncio

O advento da dinastia macedónica, na segunda metade do século IX, marca o apogeu da civilização bizantina, a sua segunda idade de ouro após o século de Justiniano. Reduzida à Ásia Menor, à Grécia e aos Balcãs sob efeito das invasões árabes, o império, longe de estar enfraquecido, encontrou uma nova homogeneidade. O impulso de Bizâncio está ligado a toda uma dinastia de imperadores notáveis, geralmente soldados, mas também homens das letras, que encorajam o seu desenvolvimento intelectual e artístico.
Desde os finais do século XI, as Cruzadas inquietam os bizantinos, que veem nestas guerras santas o desejo dos ocidentais em se estenderem para o Oriente. As suas crenças são fundamentadas: em 1204, os latinos sitiam Constantinopla e instalam-se no trono imperial, organizando no Oriente principados franco-vassalos, enquanto que os bizantinos se refugiam em Niceia, de onde preparam a reconquista de Constantinopla em 1261. No entanto, o império sai enfraquecido de um período de fragmentação do qual não se consegue recompor e, mesmo que tenha conhecido um importante renascimento no século XIV, ele não tem nem os meios internos nem o apoio exterior para impedir os assédios dos turcos. Após um século de resistência, é invadido e Constantinopla é tomada em 1453.
Toda a ortodoxia está agrupada em Constantinopla e os seus adeptos sentem-se ligados ao império. Este facto resulta numa nova consciência de identidade realmente bizantina, que está na origem deste renascimento que se exprime ao longo dos séculos IX e X. Mas a expansão de Bizâncio vem também do impulso que lhe foi dado pela dinastia macedónica, que Basílio I fundou em 867.
Esta dinastia, marcada pela forte vontade de legitimar o poder imperial, hereditário e de direito divino, à corte um extraordinário fausto.
É no domínio legislativo e cultural que a dinastia macedónica encarna o luxo de Bizâncio. Basílio I (867-886) está na origem de uma nova síntese legislativa, que é consumada por Leão VI, o Sábio (886-912) que publica as Basílicas, ou Leis imperiais. Constantino VII (913-959), escritor, edificador, deixou testemunhos preciosos da época no seu Tratado de Cerimónias.
Associada ao apogeu de Bizâncio, a dinastia macedónica mostra os sinais do seu declínio na primeira metade do século XI. Uma luta cada vez mais cerrada opõe a nobreza civil da capital à nobreza militar das províncias. O general Isaac Comnènos destitui em 1057 Miguel VI, último representante da dinastia macedónica.
Apogeu de Bizâncio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
Emblema do Império Bizantino, com a águia bicéfala
Ficheiro:CoA of the Byzantine Empire.svg

Constantino , mosaico em Hagia Sofia
Ficheiro:Byzantinischer Mosaizist um 1000 002.jpg
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Império Carolíngio

 

A dinastia carolíngia sucedeu na Gália (antigo nome da França) à merovíngia em 751, sendo fundada por Pepino, o Breve, que naquele ano depôs o último merovíngio e se fez eleger rei dos Francos por uma assembleia do seu povo, para além da sagração papal em 754. Esta sagração passou a ser uma norma para todos os reis, unindo, por outro lado, o Papado à nova dinastia. Ambos realizariam a unidade cristã do Ocidente.O herdeiro de Pepino, seu filho Carlos (ou Carlos Magno), foi o grande artífice desse projeto. Dividindo primeiramente o reino com seu irmão Carlomano, governou sozinho a partir de 771 e até 814, data da sua morte. Rapidamente este jovem monarca se lançou no projeto de expandir o seu reino e paralelamente a Cristandade, animado pelo desejo de restaurar o Império Romano do Ocidente, que a parte oriental deste se manteve sempre, com sede em Constantinopla. Conquistou a Aquitânia e vastas regiões da Germânia (dominou e cristianizou o último povo pagão independente, os Saxões), atingindo o Elba; submeteu o Norte da Itália (reino lombardo) e a Espanha até ao Ebro, repelindo os sarracenos e estimulando a Reconquista Cristã, apesar da sua derrota em Roncesvalles frente aos muçulmanos; repeliu o avanço dos Ávaros na Hungria. Realizou também a unidade destes domínios em torno da Gália, consolidada no seu coroamento imperial em Roma pelo papa Leão III no Natal de 800.Ocupando a maior parte do Ocidente, o Império Carolíngio era acima de tudo um império cristão. O seu soberano assumia uma função eminentemente religiosa e estava investido de uma imensa autoridade política, judicial, legislativa e militar, centralizando o governo no seu próprio palácio em Aix-la-Chapelle (Aachen, na Alemanha). Rodeava-se de conselheiros, clérigos ou laicos, alguns de grande prestígio intelectual, como Alcuíno. Não guerreiro e conquistador, Carlos Magno foi também um homem preocupado com a administração do seu império, no sentido de esta ser o elo de ligação entre os vários povos, para além da cristã. Do seu palácio emanava inúmeras capitulares, documentos régios que decretavam leis ou regulamentos ou eram meras circulares administrativas. Instituiu os missi dominici (os "enviados do senhor"), seus homens de confiança enviados regularmente para fiscalizar os funcionários locais (os comtes, na origem dos "condes"), recebendo o apoio dos bispos. A administração local baseava-se nos condados e, em regiões de fronteira, nas marcas (como na Bretanha, Espanha, etc.), governadas por duques, prefeitos ou margraves. Além disto, estava constantemente em viagem pelo seu império.
Paralelamente, Carlos Magno ambicionou a renovação da tradição da cultura antiga esquecida pelos merovíngios, reunindo em seu redor homens sábios como o citado Alcuíno, Paulo Diacro, Teodulfo e outros. Promulgou a obrigação de cada bispado possuir uma escola e tentou restaurar os estudos, com a criação de escolas palatinas, para além das monásticas ou presbiteriais. Impôs também o uso da escrita dita "carolíngia" (ou "minúscula carolíngia"), cerca de 780. Multiplicou a cópia de livros, principalmente dos Padres da Igreja e dos autores latinos e gregos. Alguns historiadores chamam a este esforço cultural e intelectual renascimento carolíngio, do qual o maior expoente foi o filósofo Scott Erígena.
O Império Carolíngio, na figura do seu fundador, acabou por ser a fusão daquilo que restava da civilização romana com o mundo bárbaro, para além do ponto final no caos originado pelas invasões. Era uma unidade em torno de uma autoridade imperial forte que, juntamente com a do papa, mantinha a ordem na sociedade do tempo, ainda que este esforço não lhe tenha sobrevivido, por demasiada ligação à sua personalidade majestática. Morreu Carlos Magno em 814, entrando o império num declínio crescente com o seu único herdeiro, Luís, o Pio, que deixou vários filhos. À boa maneira franca, Luís dividiu o poder pelos mesmos, que se envolveram em lutas mesmo ainda durante a sua vida, que acabou em 840. A imensidão do império, com os seus particularismos regionais, as invasões normandas, as insuficiências administrativas, as aspirações autonómicas dos condes e o desenvolvimento sem travão do feudalismo ajudaram também ao enfraquecimento da obra deixada por Carlos Magno. O filho mais velho de Luís, Lotário, enfrentou a união dos outros dois - Luís, o Germânico, e Carlos, o Calvo. Assinaram, em 843, o Tratado de Verdun, dividindo o império - que seu pai ainda conseguira manter - em três partes independentes: a Francia ocidental (França), para Carlos; a Francia oriental (ou Germânia, atual Alemanha) para Luís; e a parte central, ou Lotaríngia, para Lotário, que recebeu também o título imperial. Carlos, o Calvo, entre 875 e 877, e depois Carlos, o Gordo, de 884 a 887, com a ajuda da Igreja, tentaram ainda restaurar a antiga unidade carolíngia, sem sucesso todavia, desagregando-se o império em 887. A dinastia continuou, contudo, a governar os reinos derivados do antigo império. Desapareceu na Germânia em 911 e na França em 987, dando aqui lugar aos Capetos.
Império Carolíngio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia
 
 
Ficheiro:Charlemagne-by-Durer.jpg

Carlos Magno - Albrecht Durer
 




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Concurso Blogs do Ano (Aventar)



O Aventar organiza pela segunda vez um concurso de blogues com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa, e demonstrando a sua diversidade.
É organizado em duas fases de apuramento, a primeira aberta a todos os que queiram participar e a segunda constituída pelos 5 mais votados de cada categoria.
O Estórias da História aparece em 7º lugar na categoria História.Toda a gente pode votar uma vez por dia. A 1ª fase de votações decorre até 19 de Janeiro. Para votar clique AQUI