segunda-feira, 29 de abril de 2013

Classicismo


Movimento estético que vai buscar à antiguidade greco-romana, à sua civilização e cultura, as fontes de inspiração e os seus modelos. Desponta nos meados do século XV, desabrochando em força a partir do século XVI, embora durante muitos anos coexistam a arte medieval e a arte clássica. Introduzem-se novas formas, novas espécies, novos géneros. O maravilhoso ocidental é substituído pela mitologia pagã. E porque a razão impera sobre o sentimento, porque os valores universais se sobrepõem aos individuais, o Classicismo espartilha o sentimento e a inspiração, o que leva à falta de originalidade; a realidade humana é desprezada enquanto se prepara remotamente a preocupação formal e vocabular que vai caracterizar a poética do século seguinte. Com base nos modelos clássicos greco-romanos, este movimento tem as suas normas e estas visam a harmonia, a simplicidade, o equilíbrio, a precisão, o sentido das proporções em qualquer realização artística, na literatura como na música, na pintura como na arquitetura. Refira-se, como exemplo na pintura, Leonardo da Vinci e Rafael. O estudo de Horácio e de Aristóteles, com as suas poéticas, disciplina a desordem artística medieval. O enriquecimento filosófico e estético que oferece o estudo de Platão, Homero, Sófocles, Ésquilo, Ovídio, Virgílio e Fídias aos valores ocidentais maior dignidade artística e intelectual. A Itália, detentora dos valores clássicos, latinos e gregos, é considerada o berço deste movimento, com Dante, Francesco Petrarca e Giovanni Boccaccio.  
 Classicismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
 wikipedia (Imagens)
Giovanni Boccaccio, por Andrea del Castagno
Ficheiro:Andrea del Castagno Giovanni Boccaccio c 1450.jpg
Dante Alighieri, por Sandro Botticelli
Ficheiro:Portrait de Dante.jpg
Petrarca, por Andrea di Bartolo di Bargilla
Ficheiro:Petrarch by Bargilla.jpg
 

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