domingo, 26 de maio de 2013

Rapariga com Brinco de Pérola

O Livro

Rapariga com brinco de Pérola é um livro de Tracy Chevalier, cuja acção decorre na Holanda do século XVII. Griet é filha de um pintor de azulejos protestante de Delft que perdeu a vista num acidente. Para ajudar a sua família, Griet tem de trabalhar como criada numa casa mais acomodada, a do pintor pintor Jan Vermeer. Catharina, a mulher de Vermeer, fica com ciúmes de Griet,  e uma das empregadas da avó começa a vigiar todos os seus movimentos.
Com o passar do tempo, Griet torna-se ajudante de Vermeer, porque a sua organização chama a atenção do pintor. Os métodos utilizados para produzir cores, para além de algumas explicações interessantíssimas acerca da sua utilização nos quadros, são descritos de forma pormenorizada.
Rapariga com Brinco de Pérola pretende apresentar a história por detrás do quadro com o mesmo nome, da autoria do pintor holandês Jan Vermeer, um dos mais importantes dos século XVII. Pouco se sabe sobre a figura presente no quadro, e Tracy Chevalier pega nesta lacuna de informação e cria uma história muito interessante.


O Filme


Girl with a Pearl Earring (Rapariga com Brinco de Pérola) é um filme de 2003 produzido pelo Reino Unido e Luxemburgo, do género drama, realizado por Peter Webber. O guião é uma adaptação feita por Olivia Hetreed do romance com o mesmo nome de Tracy Chevalier. O filme é protagonizado por Colin Firth (Jan Vermeer) e Scarlett Johansson (Griet).

O Pintor

Um dos melhores pintores holandeses do século XVII, Jan Vermeer nasceu em 1632, em Delft, e veio a falecer em 1675. Ficou conhecido pelos quadros em que retratava cenas domésticas, com uma ou duas personagens absorvidas numa actividade quotidiana. A fonte de luz vinha invariavelmente da esquerda e era tratada com uma sensibilidade que emprestava ao objecto mais simples uma qualidade poética única. Associa-se a Vermeer uma tonalidade suave em harmonias subtis de azul, de amarelo nápoles e de cinzento (Rapariga Vazando Leite, 1658), mas uma das suas qualidades mais notáveis, é a faculdade de utilizar cores vivas e luminosas, conservando mesmo assim o aspeto de delicadeza e frescura características de obras como A Rapariga com uma Pérola (1660?) e A Rendilheira (1665). A sua obra foi redescoberta em pleno século XIX e a qualidade do trabalho sobre a luz e a sombra serviu de inspiração a muitos artistas.
Fontes: Jan Vermeer. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
www.estantedelivros.com
wikipedia (Imagens)




Arquivo: Menina com uma pérola Earring.jpg
Rapariga com Brinco de Pérola - Jan Vermeer

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Inquisição


A Inquisição, ou Tribunal do Santo Ofício, surgiu na Idade Média, criada pelo papa Gregório IX, no século XIII, como "instituição permanente e universal, confiada a religiosos na dependência direta da Santa Sé". Destinava-se a combater várias heresias que punham em causa a legitimidade tanto do poder eclesiástico como do poder civil. Este tribunal instalou-se na Espanha, Alemanha, França, confiado aos dominicanos ou aos franciscanos.Os suspeitos eram interrogados para se obter a prova de culpa, ou através de testemunhas, cuja identidade era mantida secreta, ou por meio de confissão dos próprios, que podia ser obtida através de torturas. A sentença era dada em sessão solene pública, a que se deu o nome de auto de fé. As sentenças podiam ser morte ou prisão, penitências e apreensão de bens. Na Península Ibérica, a Inquisição vai mais além e vai passar a perseguir os cristãos-novos, os judeus e os protestantes. Passou a ser um instrumento ao serviço do poder instituído e contra qualquer ameaça a esse poder.A Inquisição foi introduzida em Portugal no reinado de D. João III, em 1536, após hesitações da Santa Sé. É que D. Manuel I, em 1515, pedira a instalação da Inquisição. com D. João III e após vários anos de negociações é autorizada a introdução da Inquisição em Portugal, que, como em Espanha, fica sob a alçada do rei. O inquisidor-geral era nomeado pelo papa sob proposta do rei, daí ter sido exercido o cargo por pessoas da família real. O inquisidor-geral nomeava os outros inquisidores. Havia tribunais em Lisboa, Coimbra e Évora.A atuação do tribunal, para além do que se relacionava com a e a prática religiosa, estendeu-se a outras áreas, como censura de livros, adivinhação, feitiçaria, bigamia. A ação de censura aos livros vai ter enorme influência na nossa evolução cultural. Ou seja, a Inquisição, originalmente vocacionada para ter uma ação religiosa, passa a ter influência em quase todos os outros setores: político, cultural e social. O modo de atuação era o mesmo: o suspeito ou acusado enfrentava denúncias de pessoas desconhecidas, ele próprio podia delatar outras pessoas, e essa confissão podia ser obtida por meios de tortura física ou mental. As penas podiam ser, como na Idade Média, de carácter espiritual, de prisão, de vexame público, perda de bens e condenação à morte pelo garrote ou pelo fogo.
A força que a Inquisição tinha gerou vários conflitos, quer com o rei, quer com os Jesuítas, que foram seus oponentes. É que os reis, a troco de elevadas quantias, foram concedendo melhores garantias aos cristãos-novos e judeus, tendo D. João IV decretado a suspensão do confisco de bens. É com D. João V que a Inquisição atinge a sua época áurea, pois a partir daí as críticas à sua ação tornam-se cada vez mais intensas, através de Luís da Cunha, Ribeiro Sanches, Alexandre de Gusmão. Com o Marquês de Pombal, a Inquisição passa a ser igual a qualquer outro tribunal régio, deixando de efetuar a censura da imprensa, ao mesmo tempo que se aboliu a distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Com estas medidas, o Tribunal do Santo Ofício perdia toda a sua importância, até que veio a ser extinto em 1821.  
Inquisição. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)




 
Pedro Berruguete -  São Domingos preside a um "Auto de fé" da Inquisição Espanhola
Ficheiro:Pedro Berruguete - Saint Dominic Presiding over an Auto-da-fe (1475).jpg
Francisco Goya - A Inquisição
File:Scene from an Inquisition by Goya.jpg

terça-feira, 14 de maio de 2013

Catedral de Florença (Duomo)

Construída entre 1296 e 1461, é também conhecida como Duomo. O plano inicial, de raiz gótica, da autoria de Arnolfo de Cambio, incluía a grande cúpula. Apesar dos poucos vestígios góticos, conserva-se a decoração das paredes com mármores incrustados, as fachadas setentrionais e o campanário. O batistério, de desenho românico, é um prisma octogonal com cúpula em pirâmide. O seu revestimento, com placas de mármore, revela uma inspiração clássica. O objetivo da sua construção era ultrapassar, em magnificência, o batistério de Pisa. São vários os artistas de nomeada que participaram nesta grandiosa obra. É o caso de Giotto, nomeado diretor das obras da catedral em 1334, ou de Ghiberti, que ganhou o concurso para as portas de bronze do batistério, com um baixo relevo de inspiração gótica. Também Donatello trabalhou na escultura da catedral, nomeadamente no campanário. Mas o ex-líbris desta obra é a cúpula (1420-1436), da autoria de Brunelleschi , que também riscou a lanterna, concluída na segunda metade do século XV. A cúpula octogonal foi erguida sobre uma rede de nervuras recortadas em oito círculos concêntricos. Esta técnica foi concebida por Brunelleschi para poder elevar a estrutura sem as tradicionais tábuas de madeira, cuja utilização era aqui impossível dado o diâmetro do tambor. A técnica de construção consistiu na utilização de pedra e tijolo, dispostos em espinha de peixe, convergindo para um centro único, obtendo-se uma curvatura em "quinta parte". Deste modo o autor conciliou a técnica gótica de nervuras e as estruturas da arquitetura romana.Juntamente com a Basílica de S. Lourenço e os palácios Pitti, Médici-Riccardi e Uffizi, faz parte do centro histórico de Florença, local classificado Património Mundial pela UNESCO em 1982.
Catedral de Florença. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Fachada da Catedral de Florença
File:Florence Cathedral, front view.jpg
Procissão no Duomo século XVIII
File:Piazza del Duomo1.jpg
Vista lateral do Duomo com a cúpula e aTorre do Sino
File:CampanileGiotto-01.jpg
Cúpula da Catedral de Florença
Ficheiro:Florence italy duomo.jpg
 
 
 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Estilo Manuelino


Arte arquitetónica, integrada na fase final do Gótico, onde se denotam características ligadas à expansão marítima portuguesa.
A designação "arquitetura manuelina" foi criada por Francisco Varnhagen, ao descortinar uma unidade formal nas obras realizadas ao tempo de D. Manuel I, conotadas com o período de expansão marítima e imbuídas de extraordinário exotismo. Facilmente se criou o mito da influência oriental, embora a partir da publicação do opúsculo de Joaquim de Vasconcelos (1885) "Da Architectura Manuelina" tenha surgido uma corrente que nega qualquer triunfo de originalidade ao estilo, uma vez que se inseria numa cadeia internacional de fenómenos idênticos: hispano-flamengo; gótico final francês e alemão, etc. O Manuelino não passava então da fase final do estilo Gótico integrado nas correntes europeias.Na realidade, a arquitetura manuelina é fruto de um série de variantes: por um lado, a continuidade da arte quatrocentista inserida nas correntes internacionais do Gótico; por outro, a introdução de modos europeus distintos (influência inglesa; incorporação do ornato mudéjar; tipologias mediterrânicas e do Norte da Europa; plateresco espanhol). A envolver o conjunto de modo algo impositivo, a utilização da heráldica manuelina, omnipresente a nível decorativo. Embora não se possa falar propriamente de um estilo, estamos perante uma liberdade criativa singular que caracterizou a expressão portuguesa do gótico tardio.
A nível da planta assistimos, entre 1490 e 1530, ao recurso a diferentes soluções. As igrejas de três naves, com a central de maior altura, coberta por travejamento de madeira (paroquiais de Caminha, Golegã, S. Pedro de Torres Vedras e Sés de Lamego e Funchal), havendo também exemplos totalmente abobadados (matriz de Viana do Alentejo; Alvito). Normalmente têm a cabeceira reta com uma ou mais capelas. Depois, identificam-se as igrejas de uma nave e cabeceira e capela única, abobadadas nos exemplos mais ricos (Loios de Évora, Santa Cruz de Coimbra, Conceição de Beja). Seguindo a mesma tipologia, as que apenas têm capela-mor abobadada (Trás-os-Montes e Beira Alta), aparecendo ainda as modestas capelas de nave única e cobertura de madeira. De nova conceção espacial temos as referidas igrejas de nave única e as igrejas-salão (de Jesus de Setúbal, Jerónimos, Freixo de Espada à Cinta).A nível volumétrico, a simplicidade é a palavra de ordem, sendo o ritmo quebrado pela justaposição de corpos. Os contrafortes arredondam-se e deixam-se aligeirar de elementos decorativos. Relativamente às coberturas, o Sul prefere a abóbada com penetrações, a Estremadura recorre às nervuras curvas, de carácter decorativo - achata-se o perfil das abóbadas, a decoração adensa-se, as nervuras multiplicam-se e recorrem à ornamentação de chaves - e o Norte revela-nos os "combados" (abóbadas com anel central circular que permite um maior achatamento da cobertura). Os combados alastram-se ao resto do país por volta de 1520-1530.As novidades no sistema de abobadamento, a par com a nova espiritualidade, decorrente da "devotio moderna", convergem numa reorganização e unificação espacial interna - pretende-se que os fiéis comunguem e se unam em torno de uma mensagem. No entanto, o exterior dos templos ainda recorre à linguagem utilizada pela arquitetura militar.
É na decoração que esta arte mais se supera - a arquitetura é envolta pelo ornato, que alastra numa nova redimensionação do volume, ao serviço de uma simbologia régia e de um discurso cristológico que intensifica o culto à Virgem Maria. A turgidez, a aparente desarmonia, o pitoresco, a proliferação vegetalista não podem ser vistos como decoração avulsa, mas sim como sistemas coerentes de significação. A decoração parece querer ultrapassar-se a si própria, num hiper-realismo fantástico. No campo da ornamentação houve programas de orientação régia, exaltando a instituição real e transmitindo uma mensagem evangélica (Jerónimos; Torre de Belém), a par de outros geralmente de cariz popular.O Sul abriu-se à inovação sob influência do Midi francês e da Catalunha, além do mudejarismo. O Centro foi campo de ação para a dupla Mateus Fernandes e Boitaca, influenciados pela arquitetura do Languedoc e do Norte da Europa. O Norte manteve a tradição das igrejas de três naves, renovadas pela influência dos mestres biscainhos (utilização dos combados) e da ornamentação plateresca.
Manuelino. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
 
 
Ficheiro:Convento Cristo December 2008-11.jpg
A janela do Capítulo do Convento de Cristo, em Tomar é uma das mais referidas obras neste estilo
Ficheiro:Monastero di Jeronimos - Lisbona.JPG
Interior da Igreja dos Jerónimos
Mosteiro dos Jerónimos em Belém, exemplo mais emblemático da arquitectura manuelina, encomendado pelo rei D. Manuel I
Ficheiro:Jeronimos Monastery South.jpg
Torre de Belém em Lisboa, iniciada em 1514 no reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), tendo como arquitecto Francisco de Arruda.
Ficheiro:Torre de Belem 20050728.jpg

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Análise da obra: " O Casamento dos Arnolfini", de Jan Van Eyck




O Casamento dos Arnolfini ou Retrato dos Arnolfini ou o Casal Arnolfini

O quadro  encontra-se na National Gallery, em Londres. Mede 82 x 59,5 cm. O retrato é  pintado a óleo sobre tábua de carvalho e data de 1434.
Uma análise superficial da obra, mostra a união de Giovanni di Nicolao Arnolfini e Giovanna Cenami, ambos italianos abastados que se estabeleceram na cidade de Bruges. Deduz-se que o quadro havia sido encomendado pelo casal Arnolfini para representar o seu casamento, algo comum na época. 

Existem diferentes teorias sobre o significado e interpretação deste quadro. Geralmente a obra é interpretada como sendo uma certidão de uma cerimónia de casamento. Arnolfini e a sua esposa casam-se e o quadro retrata o momento em que o casamento é celebrado. O espelho convexo na parede de trás do quarto reflecte, para além de Arnolfini e da sua esposa, mais duas figuras na porta. Estão assim presentes duas testemunhas para legalizar o casamento. Uma delas é provavelmente o próprio pintor que coloca a sua assinatura acima do espelho: "Johannes van Eyck fuit hic 1434" (Jan van Eyck esteve aqui em 1434).  A moldura do espelho contém imagens da Paixão de Jesus Cristo e representa a promessa de Deus de salvar as pessoas no espelho redondo. O próprio espelho simboliza Maria e refere-se à Imaculada Conceição e à pureza da Virgem Santa, representando além disso o Olho de Deus, que, desta maneira, é testemunha na cerimónia.

O cão pode ser visto como símbolo da fidelidade; estabilidade doméstica e tranquilidade (‘Fido’, o nome usual em latim para os cães, significa ‘confiança’).

O castiçal de sete braços contém apenas uma vela, provavelmente a vela que a noiva ofereceu ao noivo segundo a tradição flamenga. Uma vela acesa à luz do dia simboliza por norma o sempre presente Espírito Santo ou o Olho de Deus.

As laranjas na mesa junto à janela referem-se provavelmente à fertilidade e simbolizam a pureza e inocência no Jardim do Éden antes da queda. Atrás do casal, as cortinas da cama conjugal estão abertas, sendo uma representação da visita e bênção da Santíssima Trindade.

Nem Arnolfini, nem a esposa usam sapatos. Este facto demonstra o respeito e consciência da santidade e beatitude do matrimónio. Os tamancos em primeiro plano são provavelmente um sinal de respeito pela cerimónia de casamento e apontam, além disso, para o facto de este acontecimento ter lugar em terra santa. Tradicionalmente os maridos ofereciam tamancos às suas esposas.

As cortinas vermelhas da cama referem-se ao acto físico do amor, à união carnal do casal. A cor verde do vestido da mulher simboliza a esperança (talvez a esperança de ficar mãe). A sua touca branca simboliza a pureza.

Outra teoria sobre este quadro interpreta o retrato no contexto económico e histórico da cidade de Bruges no século XV. No início do referido século, Bruges era o principal ponto  de comércio na Europa do norte, atraindo numerosos diplomatas, comerciantes e mercadores estrangeiros. Arnolfini, descendente de uma família italiana de mercadores muito importante de Lucca, viveu toda a sua vida em Bruges, onde negociava em tecidos preciosos, objectos e tapetes. O quadro representa o nascimento de uma burguesia rica de comerciantes internacionais. Vemos a senhora Arnolfini vestida segundo a última moda. O seu vestido, feito dos melhores e mais caros tecidos, até foi debruado com arminho. Na janela, há uma laranja descuidada, sinal de riqueza, já que apenas a elite rica podia permitir-se esses frutos. O quadro não mostra propriamente o que Arnolfini e a sua esposa possuem, mas antes o que querem mostrar a sua riqueza e o seu bem-estar. 
Estudos em infra-vermelho mostram a quantidade de retoques que Van Eyck fez no decorrer da obra para deixar a mão de Gioavanni perfeita. É um quadro reflexo dessa época, símbolo do perfeccionismo na pintura e, acima de tudo, único. A obra, considerada muito inovadora para a época em que foi concebida, exibe diversos conceitos novos relativamente às perspectivas e à acentuação dos segundos planos. Destaca-se o espelho no fundo da composição, em que toda cena aparece invertida, tal como a imagem do próprio artista.

Fontes: Jan Van Eyck. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
neerlandes.org
lounge.obviousmag.org

Ficheiro:Van Eyck - Arnolfini Portrait.jpg

A Cama
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Os Tamancos
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As Laranjas

Ficheiro:Jan van Eyck 002.jpg

O Espelho
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A assinatura do Pintor"Johannes van Eyck fuit hic 1434"

Ficheiro:The Arnolfini Portrait, détail (6).jpg